Puro malte vs. cerveja comum: por que importa
- Caio Mendes Guijarro
- há 5 horas
- 1 min de leitura
Você já reparou que muita cerveja grande de mercado usa milho ou arroz na receita, além do malte? Não é sobre qual é "melhor" de cara. É sobre entender o que muda quando um ingrediente barato entra no lugar do malte.
O que "puro malte" quer dizer
Cerveja puro malte usa só malte de cevada (ou outros cereais maltados) como fonte de açúcar fermentável. Cervejas com adjunto trocam parte desse malte por milho ou arroz, que são mais baratos e deixam a bebida mais leve e neutra, mas também tiram corpo, aroma e a complexidade que o malte de verdade entrega.
A lei de pureza mais antiga do mundo
Em 1516, a Baviera criou o Reinheitsgebot, a lei de pureza da cerveja: só água, cevada maltada e lúpulo (a levedura entrou depois, quando a ciência entendeu a fermentação). É a mais antiga regulamentação de alimento ainda influente no mundo, quase 500 anos depois. Cervejarias que seguem esse princípio até hoje fazem isso por escolha, não por obrigação: é um jeito de dizer "não tem atalho aqui".
A Santista é puro malte de verdade
ABV 4,8% · IBU 18,6 · EBC 9,9, com dry hop de Citra e malte Munich. Isso entrega os aromas cítricos de limão e grapefruit e um leve dulçor de fundo que só malte de verdade consegue sustentar. É a American Blonde Ale que carrega o selo "600ml de Liberdade" na garrafa.
Não é sobre ser purista. É sobre saber o que você está bebendo, e escolher a versão que não corta caminho.
Aprecie com moderação. Venda proibida para menores de 18 anos.
Comentários